{"id":177,"date":"2021-07-06T16:03:11","date_gmt":"2021-07-06T16:03:11","guid":{"rendered":"http:\/\/solidariedarte.pt\/?page_id=177"},"modified":"2021-07-06T16:03:11","modified_gmt":"2021-07-06T16:03:11","slug":"youth-exchange-step-forward","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/solidariedarte.pt\/index.php\/youth-exchange-step-forward\/","title":{"rendered":"Youth Exchange \u201cStep Forward\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Youth Exchange \u2013 \u201cStep Forward\u201d<\/p>\n<p>No passado dia 8 de Dezembro um grupo de 5 jovens embarcaram rumo ao Reino da Dinamarca . A primeira vez que ouvi falar neste pa\u00eds ter\u00e1 sido h\u00e1 uns 30 anos, quando descobri o Cavaleiro da Di-namarca da Sophia de Mello Breyner Andresen. E agora ia conhecer este pa\u00eds onde \u201cos Invernos sa\u0303o longos e rigorosos com noites muito compridas e dias curtos, pa\u0301lidos e gelados. A neve cobre a terra e os telhados, os rios gelam, os pa\u0301ssaros emigram para os pai\u0301ses do Sul a\u0300 procura de sol, as a\u0301rvores perdem as suas folhas. So\u0301 os pinheiros continuam verdes no meio das florestas geladas e despidas. So\u0301 eles, com os seus ramos cobertos por finas agulhas duras e brilhantes, parecem vivos no meio do grande sile\u0302ncio imo\u0301vel e branco\u201d\u2026 Digam l\u00e1 se a imagem que vos vem \u00e0 cabe\u00e7a n\u00e3o vos remete para hist\u00f3rias de encantar! Foi este cen\u00e1rio, sem neve mas com luzes de Natal, que encontramos no dia 9 de Dezembro de 2019. Nesta altura ainda n\u00e3o sab\u00edamos que esta seria uma aventura marcante!<br \/>\nAs compet\u00eancias matem\u00e1ticas ficaram a cargo da Solidaried\u2019arte- Associa\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e Integra\u00e7\u00e3o pela Arte, a qual nos enviou para esta aventura\u2026e a quem agradecemos desde j\u00e1 por esta parceria e a possibilidade de contribuir para enriquecer sobejamente o cap\u00edtulo de 2019 das nossas vidas. Mas, aquelas compet\u00eancias foram necessariamente mobilizadas durante a viagem. Logo \u00e0 chegada ao aeroporto de Lisboa! \u201cQuantas coroas dinamarquesas vale um euro? E ainda temos a taxa de c\u00e2mbio\u2026 E que contas, porque o n\u00edvel de vida \u00e9 bem mais elevado naquelas paragens de sua alteza!\u2026 Pensamento l\u00f3gico-dedutivo para inferir dos dados apresentados que or\u00e7amento seria necess\u00e1rio dispensar para a viagem. Logo \u00e0 chegada \u00e0 Dinamarca, foi posta \u00e0 prova a compet\u00eancia na l\u00edngua estrangeira! A Solidaried\u2019arte fez um trabalho incr\u00edvel na prepara\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o sobre os trajectos, mas chegados ao CPH Lufthavn a esta\u00e7\u00e3o do aeroporto perguntamo-nos: E agora? Que sentido tomamos ? Por pouco estivemos a chegar ao Reino da Su\u00e9cia pela \u00d8resundbron , a ponte que liga os dois pa\u00edses\u2026 s\u00f3 porque a indica\u00e7\u00e3o que eu pedia \u00e0s pessoas que ali circulavam era Cen-tral Station e, de facto eu era direcionada para a Central Station mas da Su\u00e9cia! Ao fim de umas quantas vezes a questionar as pessoas, encontrei uma que ali trabalhava e consegui entrar no com-boio com a certeza que chegaria a K\u00f8benhavn H, a esta\u00e7\u00e3o central de Copenhaga ! Quando chega-mos \u00e0 esta\u00e7\u00e3o de Halv\u00f8 descobri a Pol\u00f3nia, sim n\u00e3o vos disse ainda, mas n\u00e3o conhecemos apenas a Dinamarca mas oito outros pa\u00edses atrav\u00e9s das hist\u00f3rias, das experi\u00eancias, do aceno, do cumprimento, do riso, enfim da cin\u00e9sia, da prox\u00e9mica, da m\u00edmica e da paralinguagem que caminha lado a lado com o discurso de 40 outros jovens\u2026<br \/>\nO ingl\u00eas continuou \u00e9 claro, a ser estimulado mas a Compet\u00eancia relacionada \u00e0 l\u00edngua Estran-geira foi muito al\u00e9m da l\u00edngua inglesa numa curiosidade evidente pelas outras l\u00ednguas em perceber diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as, em darmo-nos conta da estranheza que a sonoridade das palavras pode causar ou a musicalidade de certas l\u00ednguas e a descoberta da m\u00fasica polaca, turca ou grega, nas can-\u00e7\u00f5es que eram pano de fundo de noites culturais e dos momentos de pausa ou descontra\u00e7\u00e3o! Numa conversa com o Roberto fal\u00e1vamos dos poetas de It\u00e1lia e de como \u00e9 isto de compreender a poesia quando n\u00e3o se fala a l\u00edngua! Ser\u00e1 que \u00e9 poss\u00edvel? Ao que parece sim, porque ele estava fascinado com a escrita do Livro do desassossego de Fernando Pessoa.<br \/>\nNos dias que se seguiram \u00e0 chegada ao LerbjergCenter -Halv\u00f8 que nos albergou pelos 9 dias seguintes o sentimento que me assaltava muitas vezes era de que nem a barreira linguistica nem cul-tural impedem a unidade europeia! \u00c9 mesmo poss\u00edvel suplantar qualquer diferen\u00e7a cultural quando termos um objectivo comum e uma vontade imensa de nos conhecermos\u2026 (como ali\u00e1s, sempre acreditei!) e foi muito espont\u00e2nea esta conex\u00e3o desde o primeiro momento. Para l\u00e1 das diferen\u00e7as culturais que emergem numa Europa que \u00e9 rica na sua muticulturalidade e na sua express\u00e3o h\u00e1 de facto um sentimento de ser europeu que transborda durante estes 10 dias! Mas o que nos une n\u00e3o desmobiliza a ideia de que somos diferentes, ela s\u00f3 agu\u00e7a o interesse para perceber como \u00e9 que soci-almente se reflectem estas diferen\u00e7as, indagar sobre o que acontece na Europa, e como todos pode-mos contribuir para o projecto Europeu sonhado por Jean Monnet. (Dias depois de regressar estava numa livraria da cidade, e vi um livro de Nat\u00e1lia Correia intitulado \u201cFui \u00e0 Am\u00e9rica e descobri que era europeia\u201d\u2026) eu fui \u00e0 Europa e percebi que era europeia!Mas mais do que isso, descobri que h\u00e1 uma transculturalidade universal\u2026 Encontrei-me com pessoas com origens distantes da Europa, mas que s\u00f3 enriquecem a solidariedade europeia que aflorou em mim naqueles dias.<br \/>\nDe algum modo pairava por estes dias a frase da declara\u00e7\u00e3o de Schuman\u201d A Europa n\u00e3o se far\u00e1 de uma s\u00f3 vez, nem numa constru\u00e7\u00e3o de conjunto: far-se-\u00e1 por meio de realiza\u00e7\u00f5es concretas que criem em primeiro lugar uma solidariedade de facto\u201d(Jean Monnet).<br \/>\nA Copenhagen Youth Center, entidade anfitri\u00e3 deste programa Youth exchange-\u201cSTEP FORWARD \u2013 EU for YOUTH\u201d \u2013 financiado pela comiss\u00e3o europeias atrav\u00e9s do Erasmus+, nas pessoas do Heresh Cyn, Tamta Khutsishvili e Chako Nino Chaladze, foi incans\u00e1vel em criar condi-\u00e7\u00f5es para que estas oito compet\u00eancias-chave promovidas pela CE para os jovens fossem desenvolvi-das, em particular a Express\u00e3o cultural, compet\u00eancia ao n\u00edvel da express\u00e3o criativa das ideias e das experi\u00eancias, adoptada transversalmente \u00e0s atividades realizadas, constituindo-se como metodologia utilizada quase como um todo. Outra compet\u00eancia trabalhada ao longo destes 10 dias foi o Empre-endedorismo. Em modo WordCaf\u00e9 tomamos contacto com o que fazem os jovens para os jovens, por essa Europa fora e ideias foram borbulhando no sentido do que podemos empreender em parce-rias! Ou a visita \u00e0 Cruz vermelha dinamarquesa ! E presentemente actualizo as minhas Compet\u00eancias Digitais, ao procurar imagens na nuvem, fazer download de ficheiros enviados por plataformas de transfer\u00eancia de ficheiros de grandes dimens\u00f5es, registos em plataformas para preenchimento de formul\u00e1rios\u2026<br \/>\nEnquanto escrevia estas linhas transformava materializava em palavras as aprendizagens que fiz e por isso organizava o aprendido! N\u00e3o se chamar\u00e1 isto Aprender a Aprender? A compet\u00eancia que faltava! Muito mais poderia ser dito, sobretudo como estas compet\u00eancias foram desenvolvidas pelos anfitri\u00f5es nas sess\u00f5es\/atividades cuidadosamente estruturadas pelos anfitri\u00f5es e tamb\u00e9m pelas equipas de cada pa\u00eds. \u2013 Joana Moreira<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-178\" src=\"https:\/\/solidariedarte.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/1-2.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" \/> <img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-179\" src=\"https:\/\/solidariedarte.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/2.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" \/> <img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-180\" src=\"https:\/\/solidariedarte.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/3-1.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" \/> <img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-181\" src=\"https:\/\/solidariedarte.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/4-3.jpg\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" \/> <img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-182\" src=\"https:\/\/solidariedarte.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/5.png\" alt=\"\" width=\"140\" height=\"140\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Youth Exchange \u2013 \u201cStep Forward\u201d No passado dia 8 de Dezembro um grupo de 5 jovens embarcaram rumo ao Reino da Dinamarca . 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